Propriedades

Comida de conforto para degustar no Porto Santo

Rafaela Casa de Chá abriu em 2024 na Estrada Velha da Camacha e tem sido um sucesso.

Autoria Cláudia Caires Sousa|Fotos D.R.

Aos 41 anos, a porto-santense Rafaela Antunes confessa que sempre foi apaixonada pela cozinha. Atreveu-se a participar num concurso de culinária organizado pelo Cliff Bay, destinado a alunos da Escola Hoteleira e a amadores. Passou todas as eliminatórias, como amadora, e ganhou o prémio que consistia em trabalhar uma semana no Il Gallo d’Oro. Após essa etapa, fez um estágio de um mês e acabou por lá ficar seis anos.

Este foi o início da história desta profissional que hoje é proprietária do restaurante Rafaela Casa de Chá, no Porto Santo, mais precisamente na Estrada Velha da Camacha. O conceito é simples: “É a comida que gosto de comer em minha casa. Até queria chamar-lhe ‘Chez Moi’ (‘a minha casa’), mas já existiam negócios com esse nome.”

Inicialmente, a ideia era criar uma casa de chá, com uma longa lista de sobremesas, aquilo que Rafaela mais gosta de confecionar. Todavia, para abranger um público mais amplo, decidiu lançar-se também nos salgados. “Todos os dias temos uma sopa, servida com brioche e pastrami. Depois há snacks para partilhar, brusquetas, ideais como petisco ou refeição leve. Tínhamos o tártaro de atum, que saiu agora da carta por causa da época, e introduzimos um novo prato de bacalhau.”

No menu, podemos ainda encontrar “tortilhas de camarão e de barriga de porco, além de sandes de peixe-espada, de língua de vaca e de rabo de boi”, uma inspiração das suas viagens a Espanha, explica-nos Rafaela Antunes. Por fim, realça que “a sopa” é dos pratos que mais deleita os seus clientes, que acabam por provar um pouco de tudo da carta, que muda conforme a sazonalidade e os produtos disponíveis. “Temos ainda noodles e, em breve, vamos introduzir novos pratos.”

Além de viver o seu sonho de colocar no prato o que mais a inspira, Rafaela Antunes admite que é muito gratificante ver “a gratidão dos clientes, que saem satisfeitos”. Apesar de todo o trabalho hercúleo que um restaurante exige, confessa que tem sido apaixonante “as ligações que se criam e as conexões com outras pessoas do meio”.

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