Gourmet

Jantar numa semana para celebrar

O Avista acolheu um jantar vínico numa semana em que passou a figurar nas recomendações do guia gastronómico Repsol.

Autoria Paulo Santos|Fotos D.R.

Esta foi apenas a terceira vez em que o restaurante Avista recebeu um jantar vínico. E este, que promoveu os vinhos da Quinta dos Abibes, da região portuguesa das Bairrada, aconteceu num momento de festa para a equipa. Nessa semana o Avista tinha passado a figurar na lista de restaurantes recomendados no guia Repsol, isto depois de ao fim de vários anos, constar como recomendado no guia Michelin.

«São reconhecimentos diferentes!», apressa-se a clarificar João Luz, chefe-executivo do restaurante. A Michelin é vista como uma marca mundial. O guia Repsol é mais Ibérico. Os clientes «sabem a diferença», mas nem por isso deixa de ser importante. «Reforça o impacto, reforça o compromisso», diz João Luz, para quem «Ainda bem que há mais guias para dar mais oportunidades aos restaurantes», diz. Isto porque as escolhas da Repsol não são as mesmas da Michelin, apesar de haver coincidências, como o Avista.

O chefe está por detrás da zona de passe da cozinha aberta, onde por noite são preparados dezenas de jantares, entre menus de degustação e pedidos à la carte, em grande volume e servidos com a mesma atenção ao detalhe de muitos restaurantes mais pequenos. E também há as escolhas vegetarianas, que representam «cerca de dez por cento dos clientes».

Na noite do jantar vínico, além de tudo isto, ainda havia o menu específico para combinar com os vinhos da Quinta dos Abibes. Primeiro, um amuse bouche acompanhado por espumante Quinta dos Abibes Reserva Arinto & Baga. Segue-se peixe do Atlântico curado, servido com manga, leche de tigre, lima kaffir, amendoim e gengibre, harmonizado com Quinta dos Abibes Sauvignon Blanc.

O prato principal apresenta costela de Black Angus curada, com chutney de batata-doce, compota de cebola e manteiga de louro, acompanhada por Quinta dos Abibes Syrah. A sobremesa propõe texturas de morango do bosque, ruibarbo e manjericão, servidas com espumante rosé Quinta dos Abibes Baga. A refeição termina com café e petit four.

Foi uma noite de trabalho, mas as equipas, de sala e de cozinha, garantiram que a experiência não perdeu qualidade. Por isso o diretor do restaurante, Márcio Pereira, admite que a experiência é para repetir.

A Quinta dos Abibes tem a dimensão de 10 hectares e está há algumas gerações no mercado. Esta região tem um espaço próprio dentro da nomenclatura dos vinhos portugueses. É a terra do espumante, produzido através do método champanhês, mas com castas portuguesas, como baga ou arinto.

No conjunto de rótulos trazidos para o jantar, todos distribuídos na Madeira pela Loja do Vinho, havia dois espumantes, um deles branco, feito a partir de arinto e baga e outro rosé, que acompanhou a sobremesa, feito também a partir da casta baga, que acompanhou a sobremesa.

Mas o serviço incluiu ainda um branco sauvignon blanc, que é uma casta internacional rara na Bairrada e um outro branco, feito a partir de arinto e engarrafado apenas em anos de boa qualidade. A escolha do vinho tinto recaiu sobre um syrah.

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