No fim de uma rua que não é de passagem obrigatória, numa atmosfera quase de mistério, está a porta do Yuki. É uma yzakaia, ou seja, uma tasca japonesa. Tem barulho, música, luz, néon, poucos lugares e um ambiente underground e acolhedor. E também tem uma cozinha aberta, como é hábito nos restaurantes propriedade do Chefe Júlio Pereira.
Yuki é uma palavra que significa muitas coisas, entre as quais felicidade e sorte. Neste caso também é nome de um lugar onde a comida japonesa é protagonista… comida de partilha, mas não necessariamente sushi, que existe na carta, mas é apenas uma das especialidades, não o protagonista.
As receitas japonesas são desenvolvidas com produtos locais. Um chawan mushi, um pudim salgado de peixe tem um toque de maracujá da Madeira. O ussuzukuri, um corte muito fino de peixe, é feito com charuteiro, também da Madeira. A ideia desenvolvida por Carlos Gonçalves, chefe executivo do grupo Kampo, vem um pouco na linha do nikkei, uma comida japonesa que se adapta à cultura local.
Até a influência nepalesa do chefe do restaurante, Arjum, está na carta, onde os sabores e texturas são surpreendentes e onde a refeição pode ser acompanhada com uma seleção de saqués, ou até poer cerveja, seja japonesa, ou da seleção especial do Chefe Júlio Pereira.
Também há uma carta de vinhos portugueses e um menu executivo para o almoço, de segunda a sexta-feira.

